Como validar integrações nativas com Feegow e Amplimed antes de assinar
Use um roteiro técnico para verificar agenda, cancelamentos, conflitos, LGPD, suporte e capacidade de reduzir perdas até o agendamento.
Falar com um especialista da Auris
Neste artigo8 seções
- Por que validar integrações nativas com Feegow e Amplimed antes da compra
- Quais endpoints e sincronizações exigir na integração com Feegow e Amplimed
- Roteiro técnico para homologar a integração antes de assinar
- Cenários críticos que a integração precisa suportar
- Como avaliar SLA, latência e fallback no agendamento 24/7
- LGPD, segurança e auditabilidade: perguntas que não podem faltar
- Perguntas para fazer ao fornecedor antes de assinar
- Como transformar o teste em uma decisão de compra segura
Por que validar integrações nativas com Feegow e Amplimed antes da compra
Validar integrações nativas com Feegow e Amplimed antes de assinar evita um problema recorrente: a plataforma demonstra uma conversa convincente, mas falha quando precisa consultar horários, confirmar um agendamento ou refletir um cancelamento no sistema da clínica. Para o gestor, o impacto aparece como retrabalho, conflito de agenda e paciente perdido entre o primeiro contato e a marcação.
Quais endpoints e sincronizações exigir na integração com Feegow e Amplimed
Antes de comparar propostas, solicite um mapa da integração. Ele deve informar quais dados são consultados, quais ações são gravadas, qual sistema é considerado a fonte oficial e como a plataforma reage quando a API está indisponível. Termos genéricos como integração via API ou conexão nativa não são suficientes para uma decisão técnica.
Roteiro técnico para homologar a integração antes de assinar
- 1
Desenhe o fluxo de negócio
Liste o caminho desde a mensagem inicial até o agendamento, incluindo identificação do paciente, escolha de procedimento, seleção de unidade, confirmação e orientações posteriores. Registre também os pontos em que a conversa deve ser transferida para a recepção.
- 2
Defina a fonte oficial de cada dado
Determine se Feegow ou Amplimed será a referência para disponibilidade, cadastro, profissional, convênio e status do agendamento. Sem essa definição, dois sistemas podem apresentar informações diferentes e a equipe não saber qual registro deve prevalecer.
- 3
Solicite um ambiente de teste
Peça credenciais de homologação ou uma base controlada, com profissionais, unidades e horários fictícios. O fornecedor deve demonstrar como os dados são isolados e como os registros de teste serão removidos ou identificados depois.
- 4
Execute cenários de disponibilidade
Teste uma vaga livre, uma vaga ocupada, horários próximos, agendas com duração diferente e um profissional que atende em duas unidades. Confirme se a resposta apresentada ao paciente corresponde ao retorno recebido do sistema de gestão.
- 5
Provoque conflitos de horário
Faça duas tentativas simultâneas para o mesmo horário e bloqueie a vaga durante a conversa. O resultado esperado é a confirmação de apenas uma operação, com mensagem adequada para a segunda tentativa e sem criação de duplicidade.
- 6
Teste mudanças depois do agendamento
Cancele, reagende e altere uma consulta diretamente no Feegow ou Amplimed. Verifique quanto tempo leva para a informação chegar ao canal de atendimento e se o paciente recebe uma orientação coerente.
- 7
Valide falhas e retomadas
Interrompa a API, use uma credencial expirada e simule uma resposta incompleta. A plataforma deve evitar confirmar algo que não foi gravado, registrar o erro e encaminhar a situação para a equipe responsável.
- 8
Assine somente após os critérios de aceitação
Transforme os resultados em uma ata de homologação, com evidências, responsáveis e prazos para correção. O piloto é uma etapa de aprendizado e calibração, não a conclusão do projeto de implantação.
Cenários críticos que a integração precisa suportar
- ✓Conflito entre unidades: o paciente informa apenas a cidade ou o bairro, mas existem agendas semelhantes em filiais diferentes. O atendimento deve confirmar a unidade, consultar a disponibilidade correta e manter esse contexto até a confirmação.
- ✓Duplicidade de cadastro: o telefone já existe no sistema, mas o nome informado na conversa tem abreviação ou sobrenome diferente. A regra de identificação precisa reduzir a criação de registros repetidos e indicar quando a conferência humana é necessária.
- ✓Reagendamento após falta: o paciente não comparece e a clínica quer iniciar uma nova conversa com opções de horário. O fornecedor deve explicar como o evento de falta é identificado e como o novo agendamento fica relacionado ao histórico anterior.
- ✓Cancelamento feito pela recepção: uma consulta cancelada diretamente no sistema de gestão não pode permanecer como confirmada no canal. Teste a propagação do evento e a mensagem enviada ao paciente, respeitando as políticas da clínica.
- ✓Procedimentos com durações diferentes: exames, retornos e consultas podem ocupar blocos de tempo distintos. A integração precisa consultar a agenda respeitando a duração cadastrada, não apenas procurar um horário vazio.
- ✓Convênios e regras de atendimento: quando o procedimento depende de convênio, unidade ou profissional específico, o atendimento deve coletar essa informação antes de oferecer horários. Se houver dúvida, a transferência para a recepção deve preservar o histórico da conversa.
- ✓Fora do horário comercial: o fluxo deve continuar disponível à noite, em fins de semana e feriados, sem prometer uma vaga que depende de confirmação posterior. Consulte também o guia de agendamento automático 24/7 em clínicas para relacionar cobertura, operação e redução de perdas.
Como avaliar SLA, latência e fallback no agendamento 24/7
SLA não deve ser tratado apenas como disponibilidade mensal. Para a clínica, também importam o tempo de resposta da consulta de agenda, a taxa de operações concluídas e o prazo de recuperação quando Feegow, Amplimed ou outro serviço apresenta instabilidade.
LGPD, segurança e auditabilidade: perguntas que não podem faltar
Dados de saúde exigem uma avaliação mais rigorosa do que uma integração comercial comum. Pergunte quais dados são armazenados, por quanto tempo, em quais regiões ficam os servidores, quem acessa as informações e como a clínica pode solicitar exportação ou eliminação quando houver base legal para isso.
Perguntas para fazer ao fornecedor antes de assinar
- ✓A integração com Feegow e Amplimed é mantida por parceria oficial, por conector próprio ou por uma camada de terceiros? Quem responde por uma falha quando a API ou a regra de negócio muda?
- ✓Quais operações são bidirecionais hoje: consulta de agenda, criação, confirmação, cancelamento, reagendamento, falta e atualização cadastral? Peça uma demonstração de cada uma.
- ✓Como o sistema impede duas confirmações para o mesmo horário? Existe uma chave de idempotência ou outro mecanismo para evitar que uma retentativa crie duplicidade?
- ✓Qual é a latência contratada por tipo de operação e como ela é medida? Peça relatórios de disponibilidade, erros, retentativas e eventos encaminhados para atendimento humano.
- ✓Como são tratados múltiplos estabelecimentos, profissionais com agendas compartilhadas, procedimentos com durações distintas e regras de convênio?
- ✓Que informações ficam disponíveis para auditoria e por quanto tempo? A clínica consegue exportar o histórico em formato utilizável?
- ✓Como ocorre o onboarding, quem participa do mapeamento e qual é o prazo estimado para homologação? Na Auris, o onboarding consultivo é planejado em torno de 14 dias, sujeito à disponibilidade de dados, acessos e decisões da clínica.
- ✓O que acontece depois do piloto? Pergunte como a calibração de fluxos, mensagens e regras será acompanhada, quais indicadores serão revisados e como mudanças na operação entram no plano de evolução.
Como transformar o teste em uma decisão de compra segura
Crie uma matriz de aceitação com quatro dimensões: cobertura funcional, confiabilidade, segurança e operação. Dê peso maior aos cenários que afetam receita e reputação, como conflito de horário, cancelamento não propagado, duplicidade de paciente e confirmação sem gravação.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo leva para homologar uma integração com Feegow ou Amplimed?▼
O prazo depende do acesso às APIs, da quantidade de unidades, das regras de agenda e da disponibilidade da equipe da clínica. Uma homologação concentrada pode ser planejada em cerca de 14 dias, desde que os responsáveis forneçam acessos, fluxos e critérios de aceitação. O período não encerra a implantação, pois ainda são necessários calibração, treinamento e acompanhamento dos indicadores.
Quais sincronizações devo exigir em uma integração com Feegow e Amplimed?▼
Exija, no mínimo, consulta de unidades, profissionais, procedimentos, convênios e horários, além de criação, confirmação, cancelamento e reagendamento. Também verifique a propagação de bloqueios, faltas e alterações feitas diretamente no sistema de gestão. O fornecedor deve informar quais operações são bidirecionais, quais possuem limitações e como cada evento pode ser auditado.
Como testar conflitos de horário e evitar agendamentos duplicados?▼
Faça duas tentativas simultâneas para o mesmo horário e bloqueie a vaga durante uma conversa em andamento. A integração deve confirmar apenas uma operação, tratar a segunda tentativa com uma mensagem coerente e registrar o resultado. Também vale repetir o teste com retentativas após falha de rede, pois duplicidades podem surgir quando a plataforma não identifica que a primeira gravação já foi concluída.
Que SLA de sincronização é aceitável para agendamento 24/7?▼
Não existe um único número adequado para todas as clínicas, porque o impacto depende do volume e do tipo de agenda. Solicite metas distintas para consulta, criação, cancelamento e reagendamento, além de disponibilidade mensal, tempo de recuperação e prazo de suporte. O ponto essencial é impedir que o atendimento confirme uma ação sem retorno comprovado do sistema de gestão.
Como comprovar que a integração respeita a LGPD?▼
Peça o mapa de dados, as finalidades do tratamento, os papéis de controlador e operador, os subcontratados, os prazos de retenção e o processo para incidentes e solicitações dos titulares. Verifique controles de acesso, criptografia, segregação de ambientes e trilhas de auditoria. Certificações ajudam, mas não substituem a análise contratual e a validação das responsabilidades da clínica.
A integração nativa elimina a necessidade de uma equipe de recepção?▼
A integração reduz tarefas repetitivas, mas a operação ainda precisa de pessoas para exceções clínicas, objeções complexas, ajustes de regras e acolhimento de situações sensíveis. O desenho recomendado é deixar o fluxo padrão de primeiro contato e agendamento com a automação, preservando transferência contextualizada quando necessário. Assim, a recepção atua onde seu julgamento agrega mais valor.
O que deve acontecer quando Feegow ou Amplimed ficam indisponíveis?▼
A plataforma deve interromper confirmações que dependem de uma gravação não validada, registrar o erro e direcionar o caso para uma fila de exceção. O paciente precisa receber uma comunicação transparente, sem indicação de que o horário está garantido. Depois da normalização, a equipe deve conseguir revisar pendências e concluir as ações com histórico preservado.